Qual é a pauta?

por Luciano Vacari

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O mês de janeiro já está praticamente no fim, e poucos se atentaram a um ponto extremamente importante para o futuro do país, qual será a pauta que movimentará os poderes da república, e consequentemente trará impactos para todo e qualquer cidadão brasileiro. Aliás, o ano de 2026 tem lá suas particularidades que só acontecem a cada 4 anos, como, eleições gerais se para descontrair, ainda teremos a copa do mundo de futebol, sob a arbitragem do presidente Donald Trump.

Mas por que a pauta é tão importante? Porque é ela que move a república. A pauta faz com que os diversos poderes e as mais diversas lideranças, políticas ou institucionais, se articulem, conversem, negociem. E é esse movimento que move o Brasil, a negociação, ou se preferirem, a boa e velha política, a mais pura e eficaz ferramenta de transformação social.

Mas afinal, qual é a pauta? Que tal a reforma administrativa ou a reforma política?

E para o setor que move a economia nacional, o glorioso agronegócio, será que em 2026 vamos tratar do PRONARA – Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, um programa do governo brasileiro, instituído em 2025, que visa diminuir o uso de agrotóxicos na agricultura? Ou quem sabe discutir de forma séria a LPC – Lei de Proteção de Cultivares, que trará segurança jurídica tanto para quem investe em biotecnologia para o campo quanto para os agricultores?

Podemos sugerir inúmeras outras pautas, como a publicação do decreto que regulamenta a Lei dos Bioinsumos, ou a implementação do PNIB, o Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, ou até mesmo propor a atualização do Estatuto da Terra, e quem sabe, discutir tecnicamente, com base na ciência e no codex alimentarius e, principalmente sem paixões, os LMRs – Limites Máximos de Resíduos. Ou seja, para o setor produtivo brasileiro, problemas não faltam, mas pelo visto, faltam pautas!

Como vimos, temos muito o que fazer para melhorar o Brasil e a vida dos brasileiros, e um bom começo é focarmos em propostas, usar o tempo que nos resta para construir ao invés de sabotar o próprio Brasil. Estamos no fim de janeiro, e até o mês de março passaremos pelo carnaval em um modo quase parando, porque o orçamento da união ainda estará fechado.

Para piorar, muitos dos ministros deixarão seus cargos no final de abril para estarem aptos a disputar as eleições, ou seja, existe uma insegurança gigantesca da equipe de quem fica e quem sai, sobretudo dos cargos de chefia. Depois vêm as convenções, a eleição, a comemoração de quem ganhou e o lamento de quem perdeu. Pronto chegamos ao final de 2026.

E quem perde? Certamente o cidadão brasileiro!

Os desafios são muitos. As dificuldades igualmente! Mas o caminho pode ser muito mais fácil se tivermos foco nas propostas e sabedoria para construir o consenso. Fazer chegar ao cidadão as políticas públicas essenciais para seu negócio e sua prosperidade. Se juntos já é difícil, imagina no cada um para si Deus para todos?

O sucesso deste país passa diretamente pela praça dos 3 poderes, pelas instituições representativas, institutos e associações, mas precisamos de planejamento, diálogo e sobretudo, sabermos claramente qual é a pauta, se é que queremos uma.

*Luciano Vacari é gestor de agronegócios e CEO da NeoAgro Consultoria.

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