Da enxada ao touch

por Luciano Vacari

por Luciano Vacari

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

Desde os anos 70, o agro brasileiro vem se desenvolvendo cada vez mais aliado com a ciência e a tecnologia.

Desenvolvemos o cerrado, inventamos o etanol, criamos a integração lavoura e pecuária. E isso é só um exemplo que a ciência sempre esteve aliada com o desenvolvimento do agro brasileiro e se torna indispensável, já que o mundo caminha a passos largos para a digitalização e integração em todas as áreas.

O agronegócio também não está ficando para trás e cada vez mais se observa o emprego de métodos computacionais e dispositivos tecnológicos que dão suporte a produção e a toda cadeia agropecuária. Esse suporte se dá, por exemplo, com a utilização de dados para auxiliar nas decisões que serão aplicadas no campo, proporcionando ao produtor elevar a produtividade da sua lavoura, melhorando a eficiência e rentabilidade.

Entre os diversos benefícios que a empregabilidade das tecnologias no campo traz, se destaca o fato de poder se reduzir os riscos na produção devido a maior previsibilidade de todos os fatores que cercam a cadeia, como por exemplo o maior uso de precisão nos dados meteorológicos, mapeamento de toda a lavoura e controle sanitário da cultura.

Assim esses elementos acabam por dar mais segurança ao produtor e podem até mesmo baratear a sua produção, já que diminui os riscos, sendo possível que, num futuro próximo, a utilização dessas ferramentas leve a baratear o crédito dado a quem se utiliza delas, não somente contribuindo para a expansão do uso, como reduzindo os custos da produção.

O uso de dados, a interatividade e a robótica estão aproximando o campo. O produtor no interior do Brasil troca informações com clientes internacionais, adquiri produtos em plataformas exclusivas para sua atividade e consegue atualizar as ferramentas adotadas.

Atualmente somos referência em start ups voltadas para o agro, com verdadeiros hubs aproximando os jovens cientistas dos produtores que estão lá na ponta. Do celular à colheitadeira, a distância é de um toque.

Incrível pensar que, num país que padece por meios de transportes mais baratos, por estradas seguras, há uma gama de produtores que controlam o número de sementes plantadas sem precisar estar no campo. São os paradoxos desta nação, que tanto alimento produz e ainda tem gente que passa fome.

*Luciano Vacari é gestor de agronegócios e diretor da Neo Agro Consultoria & Comunicação

Veja mais artigos de opinião​

A bússola da ciência

O ambiente regulatório brasileiro enfrenta um paradoxo que ameaça setores estratégicos da economia, onde a tensão entre a necessidade de regras técnicas previsíveis e a influência de ideologias e interesses comerciais que distorcem o processo

Sal branco e capim colonião

É simplesmente revoltante ver como, em pleno século XXI, ainda existam vozes que insistem em sabotar a pecuária brasileira, ignorando todo o avanço técnico e científico que a transformou em referência global de produtividade, qualidade

Fora da lista

Ao longo das últimas décadas, a ciência e a pesquisa permitiram o desenvolvimento de tecnologias que otimizam a produção de alimentos com total segurança ao consumidor, como os melhoradores de desempenho, hormônios e antibióticos. Essas